danças em

pandEmia

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pandEmia

A desconstrução do termo Pandemia permite identificar os elementos pan-, que se refere a tudo, para um todo, e dēmos, que interpreta a ideia de comunidade, cidade ou grupo. Danças em Pandemia propõe instruções coreográficas e seus devidos afetos para serem praticadas em comunidade no espaço público.
Estabelece correspondências entre dança, comportamento e mundo por meio da prática de movimentos inspirados em topografias de coreografias renascentistas, tendo como referência os padrões de chão para orientar o deslocamento espacial dos cortezões em Le Ballet de Monsieur de Vendosme, de 1610. Estas danças relacionam movimentos de dança, virtudes morais e movimentos de estrelas e planetas. Círculos, linhas, quadrados, ziguezagues, triângulos, retângulos e diagonais relacionam corpos celestes e virtudes humanas, seguindo uma concepção espacial neo-pitagórica.
Diante da pandemia do COVID-19, outras espacialidades e virtudes foram requisitadas, contudo, linhas e formas geométricas planas ainda sobrevivem. São coreopolíticas em coreografismos provenientes de demandas de isolamento, distanciamento e afastamento social.

Danças em Pandemia aconteceu na Praça Tancredo Neves, conhecida como Praça dos Três Poderes, no centro da Ilha de Santa Catarina, no dia 26 de setembro de 2020. Os participantes usaram máscaras e se mantiveram em distanciamento de no mínimo 2 metros.

Dança, fotografia, desenho e vídeo, 2020.

 

Direção coreográfica: Sandra Meyer
Diretor de fotografia:
Phillippe Arruda
Fotógrafo drone: Cid Junks
Equipe de apoio: Integrantes do Grupo de Estudos
Participantes dançantes:

 Bruna Granucci
Caetano Gonçalves
Camilo Fernando Martins
Debora Pazetto
Deise Lucy Montado
Diana Gonçalves
Josiane Fonseca
Laura Rotter Schmidt
Luciana Moraes
Juliana Hoffman
Kamilla Nunes
Kátia Veras
Karin Veras
Marco Aurélio da Ros
Marisa Alina Solá
Mônica Hoff
Patricia de Melo
Rodrigo Gonçalves
Silvia Zanatta da Ros
Simone Bobsin

Sandra Meyer

 

@sandrameyernunes

 

É artista da dança, pesquisadora, professora e dinamizadora cultural. Foi professora titular do Centro de Artes da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), onde lecionou dança e técnicas corporais no Curso de Licenciatura em Teatro. Atuou no Programa de Pós-Graduação em Teatro (Mestrado e Doutorado) da mesma instituição. Implantou e coordenou o Curso de Pós-Graduação em Dança Cênica (Especialização lato-senso) do CEART/ UDESC. É doutora e mestre em Artes, Comunicação e Semiótica pela PUC /São Paulo. É autora do livro A Dança Cênica em Florianópolis (FFC, Florianópolis: 1994) e As metáforas do corpo em cena (AnnaBlume, São Paulo: 2009, 2011). É co-autora de vários livros sobre dança. Atualmente co-coordena o Projeto Tubo de Ensaio; integra o coletivo/projeto de dança Corpo, Tempo e Movimento e preside o Instituto Meyer Filho, associação cultural que cuida do legado do artista plástico Meyer Filho, seu pai.

mini bio

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